sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Escadaria Selarón

Do Mosaico à Vadiagem: Mestre Célio D'Lua e Professora Lela na Escadaria Selarón

No feriado de 7 de setembro de 2026, a Capoeira da Cabapuã marcou presença em um dos cenários mais emblemáticos e coloridos do Rio de Janeiro: a histórica Escadaria Selarón.


Mestre Célio D'Lua e Professora Lela registrando a força da Capoeira nos degraus da Selarón (Setembro de 2026).

A História Viva da Escadaria Selarón

Entre os bairros da Lapa e de Santa Teresa, encontra-se uma obra monumental que nasceu da obsessão, da disciplina e da paixão de um único homem por sua arte. A Escadaria Selarón carrega esse nome em homenagem ao artista plástico chileno Jorge Selarón (1947–2013).



Selarón estabeleceu-se no Rio de Janeiro nos anos 1990 e, incomodado com o estado de abandono da escadaria em frente à sua casa, decidiu reformá-la por conta própria. O que começou como uma simples restauração com azulejos azuis, amarelos e verdes — em homenagem ao povo brasileiro — transformou-se em um trabalho contínuo que durou mais de duas décadas.

Com o passar dos anos, turistas de todas as partes do mundo passaram a enviar azulejos para o artista. Hoje, a escadaria conta com mais de 2.000 azulejos vindos de mais de 60 países. Selarón declarava que essa era uma "obra viva e mutante", que só terminaria no dia de sua morte — o que tragicamente ocorreu em 2013, nos mesmos degraus que o consagraram mundialmente.



Capoeira, Arte e Identidade

Subir os 215 degraus revestidos de história ao lado da Professora Lela foi um momento de reflexão sobre como a arte transforma espaços e vidas. Assim como a Capoeira, a obra de Selarón é feita de resistência, de retalhos culturais que se unem para formar um corpo único, forte e expressivo.

No chão carioca, onde a Capoeira também moldou sua história de luta e afirmação cultural, nossa presença como capoeiristas reafirma que o corpo em movimento e a preservação das nossas tradições caminham juntos. A arte não pede licença; ela se impõe pela beleza, pela mandinga e pela perseverança.

"Cada azulejo da Selarón carrega a alma de um povo, assim como cada golpe e cantiga de Capoeira carrega a ancestralidade de quem veio antes de nós." — Mestre Célio D'Lua

Esta visita ao Rio de Janeiro renova nossas energias para seguir difundindo a filosofia e o ensino da Capoeira no Centro de Treinamento Marcial Cabapuã, inspirando nossos alunos a enxergarem o valor da arte, da disciplina e da história em cada passo do caminho.


Cabapuã Capoeira • Preservando a Tradição e a Cultura Marcial

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