A capoeira, expressão viva da cultura afro-brasileira, acaba de conquistar um marco histórico: os mestres e mestras das culturas populares foram oficialmente reconhecidos na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), sob o código 33-31-20.
Esse reconhecimento é mais do que um registro burocrático. Ele simboliza a valorização daqueles que dedicam suas vidas à preservação e transmissão dos saberes tradicionais — os guardiões da roda, do canto, do berimbau e dos fundamentos que atravessam gerações.
A luta pelo reconhecimento institucional da capoeira e de seus mestres tem se fortalecido nos últimos anos, resultando em avanços importantes. Entre eles, a criação do Dia Municipal do Mestre e Mestra de Capoeira, celebrado em 08 de fevereiro, que já integra o calendário oficial de Guarulhos.
Esse passo mostra que a capoeira não está isolada: faz parte de um movimento maior de valorização das culturas populares no Brasil. Cada conquista abre caminho para que os saberes tradicionais sejam respeitados e reconhecidos como patrimônio vivo da nossa identidade.
A vitória é coletiva e reafirma que a capoeira segue firme, resistindo e florescendo como símbolo de liberdade, ancestralidade e cultura.