sexta-feira, 24 de julho de 2026

Ancestralidade pela liberdade

 

Ancestralidade • Estratégia • Liberdade

Da Guerra em Solo Africano ao Corpo Liberto: A Verdadeira Saga da Capoeira

Como a sabedoria táctica de reis e guerreiros resistiu à escravidão e se tornou uma das maiores artes da humanidade.

Antes do toque do berimbau ressoar nas senzalas e praças do Brasil, a ginga já existia sob o sol do continente africano. Não como um mero folclore, mas como estratégia de combate, rito de passagem e expressão de poder ancestral. Os homens e mulheres capturados e trazidos à força não eram simples mão de obra desprovida de cultura: eram príncipes, estrategistas, caçadores e mestres em táticas de guerra assimétrica.

Em Reinos como os de Ndongo, Matamba e no Império do Congo, a arte de combater combinava a leitura aguçada do terreno com esquivas fluidas, saltos, cabeçadas e o mimetismo com a natureza. A guerra africana valorizava o engano do adversário, a velocidade e a capacidade de transformar a força do inimigo em sua própria ruína.


"A Capoeira é o corpo que canta, a mente que calcula e a alma que jamais aceitou a corrente." — Mestre Célio D'Lua

🔥 O Disfarce Perfeito: A Dança que Escondia a Luta

Ao submeterem esse povo à escravidão nas fazendas de cana-de-açúcar e nas minas do Brasil colonial, os opressores tentaram apagar suas memórias. Proibidos de portar armas e de praticar qualquer forma de treinamento militar, os africanos recorreram à sua maior virtude: a maldade positiva (a mandinga e a astúcia).

A luta mortal foi disfarçada em ritmo, canto e dança. O batuque mascarava a preparação física; o sorriso disfarçava o golpe fatal; a ginga ocultava o cálculo do espaço. Nos momentos de fuga para a vegetação rasteira — a caá-puêra —, essa ciência de combate permitiu a criação dos Quilombos, feudos de liberdade onde o exército colonial enfrentou uma força invisível e implacável.

🌿 Da Perseguição ao Reconhecimento Mundial

Passada a abolição, a Capoeira enfrentou o Código Penal e a criminalização. Era a luta dos 'capoeiras' nas maltas urbanas do Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Mas a resiliência dessa arte não permitiu seu fim. Com a estruturação das academias no século XX por Mestre Bimba e Mestre Pastinha, a Capoeira provou ser uma ciência completa de desenvolvimento humano.

Hoje, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade, ela ultrapassou todas as fronteiras. É praticada nos cinco continentes por pessoas de todas as idades, combinando condicionamento físico, musicalidade, filosofia de vida, disciplina e consciência corporal.

O Novo Patamar: Combate e Consciência

• Mestria e Tradição: Sob a liderança do Mestre Célio D'Lua, a ancestralidade da Capoeira é preservada com respeito às suas raízes, à musicalidade e ao fundamento da roda.
• Integração de Saberes: Unindo a visão estratégica de diversas artes marciais, a inteligência emocional e o alinhamento de corpo, mente e espírito para alta performance dentro e fora do tatame.
• Autodesenvolvimento: A Capoeira como ferramenta contemporânea para superar limites, desenvolver foco, disciplina e equilíbrio em tempos incertos.

Faça Parte Dessa História e Transforme Sua Vida

Seja para fortalecer o corpo, dominar a mente ou conectar-se a uma tradição ancestral de poder e resiliência, o seu lugar é conosco. Acesse nosso portal oficial e descubra nossos horários, modalidades e projetos.

Acesse Nosso Portal Oficial: cabapua.com.br

"A roda da vida é como a roda de Capoeira: não importa o tamanho do golpe, o segredo é saber gingar e levantar."



Axé e Salve a Capoeira! 🙏

MESTRE CÉLIO D'LUA
C.T.M. Cabapuã Brasil | Capoeira, Artes Marciais e Consciência

sábado, 28 de março de 2026

Vitória da Capoeira: Reconhecimento dos Mestres na CBO




A capoeira, expressão viva da cultura afro-brasileira, acaba de conquistar um marco histórico: os mestres e mestras das culturas populares foram oficialmente reconhecidos na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), sob o código 33-31-20.  

Esse reconhecimento é mais do que um registro burocrático. Ele simboliza a valorização daqueles que dedicam suas vidas à preservação e transmissão dos saberes tradicionais — os guardiões da roda, do canto, do berimbau e dos fundamentos que atravessam gerações.  

A luta pelo reconhecimento institucional da capoeira e de seus mestres tem se fortalecido nos últimos anos, resultando em avanços importantes. Entre eles, a criação do Dia Municipal do Mestre e Mestra de Capoeira, celebrado em 08 de fevereiro, que já integra o calendário oficial de Guarulhos.  

Esse passo mostra que a capoeira não está isolada: faz parte de um movimento maior de valorização das culturas populares no Brasil. Cada conquista abre caminho para que os saberes tradicionais sejam respeitados e reconhecidos como patrimônio vivo da nossa identidade.  

A vitória é coletiva e reafirma que a capoeira segue firme, resistindo e florescendo como símbolo de liberdade, ancestralidade e cultura.

quarta-feira, 25 de março de 2026

🌟 Lançamento Especial: Kit Raiz Afrobrasileira


 

Hoje é um dia de vitória e celebração!

Com muita honra e alegria, apresento o Kit Raiz Afrobrasileira, fruto de anos de estudo, prática e conexão com nossas tradições ancestrais. Este kit é mais do que um conjunto de materiais — é uma ponte entre passado e presente, entre espiritualidade e cultura, entre força e consciência.

No Guerreiro Invisível, sempre falamos sobre as batalhas internas que travamos diariamente: o combate invisível contra medos, inseguranças e desafios da vida. O Kit Raiz Afrobrasileira nasce como uma ferramenta para fortalecer essa jornada, ajudando cada guerreiro e guerreira a se reconectar com suas raízes e encontrar equilíbrio no caminho.

✨ O que você encontrará no kit:

  • Símbolos e saberes da tradição afro-brasileira
  • Materiais exclusivos para prática espiritual e cultural
  • Inspirações para fortalecer corpo, mente e espírito

Este lançamento é um convite para mergulhar na essência da ancestralidade e trazer para o presente a força que sempre nos guiou.

👉 Adquira agora o seu Kit Raiz Afrobrasileira e faça parte dessa jornada de autoconhecimento e reconexão.


Clique no Link para mais informaçoes:  https://go.hotmart.com/I105076343V 



terça-feira, 24 de março de 2026

Três Obras Fundamentais de Mestre Célio D’Lua para quem ama Capoeira de verdade!

 🌟 Mestre Célio D’Lua apresenta: Três obras que todo capoeirista precisa ter!



Se você quer aprofundar seu conhecimento na arte-luta que mistura dança, luta, música e ancestralidade, chegou o momento certo. O Grupo Cabapuã Capoeira, sob a orientação de Mestre Célio D’Lua (Roscélio P. Silva), preparou três materiais essenciais que unem história, técnica, filosofia e o som que faz a roda girar.

Confira as três obras fundamentais:

  1.  Capoeira – Quando a Dança Engana a Morte (Livro impresso) Uma obra profunda que revela a capoeira como expressão de resistência, liberdade e transformação social. Mergulha nas raízes africanas, no período da escravidão, nos quilombos e na dualidade luta-dança. Ideal para entender a alma da nossa arte. 👉 Adquira aqui: https://go.hotmart.com/R102406213R


  1.  Apostila de Capoeira – Grupo Cabapuã Capoeira (Digital) Material completo com história, fundamentos, musicalidade, o papel do berimbau (gunga, médio e viola), condução da roda, ladainhas, corridos e cantigas tradicionais e poéticas. Uma verdadeira homenagem às raízes e aos Mestres da capoeira. Perfeita para alunos, professores e praticantes que querem estudar de forma organizada. 👉 Adquira aqui: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/hagsxd-apostila-de-capoeira-grupo-cabapua-capoeira-m5ezk/H102700356L


  1.  Raízes e Ritmos – O Som da Capoeira (Livro + Oficina de Berimbau) O berimbau é a alma da roda! Este livro e oficina ensinam a história do instrumento, sua construção passo a passo, afinação, toques tradicionais (Angola, São Bento Pequeno, São Bento Grande) e exercícios práticos. Conecte-se profundamente com a ancestralidade afro-brasileira através do som que comanda o jogo. 👉 Adquira aqui: https://go.hotmart.com/T105002334F



Adquira seu conhecimento já! Esses materiais foram preparados com carinho e respeito pela tradição da capoeira Angola. São ferramentas poderosas para quem quer crescer dentro e fora da roda.

Visite nosso site oficial e acompanhe mais conteúdos: cabapuacapoeira.blogspot.com

Qualquer dúvida, é só entrar em contato. A roda continua girando e o conhecimento deve ser passado adiante!

Axé! Mestre Célio D’Lua Roscélio P. Silva Grupo Cabapuã Capoeira


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Da Ginga ao Legado: A Jornada de Evolução de um Capoeirista e de uma Vida

Salve, família Cabapuã Capoeira!


Hoje quero conversar com vocês sobre uma jornada que vai muito além da roda, do berimbau e do aprendizado dos golpes. Falo da jornada de evolução do ser humano através da capoeira. É uma transformação profunda que, a cada corda trocada, a cada ensinamento absorvido, molda não apenas um capoeirista, mas um indivíduo mais consciente, forte e capaz na sociedade e em sua família.


A Capoeira como Escola da Vida


Quando alguém pisa pela primeira vez em um treino de capoeira, ele é um aluno. Curioso, talvez um pouco tímido, aprendendo os passos básicos, a ginga, a escutar o ritmo. Mas a capoeira já começa a trabalhar por dentro: ensina disciplina, resiliência, respeito.


Com o tempo e a dedicação, o aluno se torna um graduado. Agora, ele já domina mais movimentos, entende a malícia do jogo e começa a expressar sua própria identidade na roda. Essa etapa é crucial, pois solidifica a base e a paixão pela arte.


A jornada continua, e a vontade de compartilhar o conhecimento aflora. Nasce o instrutor, que já possui a técnica e a pedagogia para iniciar novos alunos. Depois, o professor, que aprofunda esse papel, tornando-se uma referência, um pilar de conhecimento e exemplo. Essa fase é um divisor de águas, onde a responsabilidade pelo outro se torna mais palpável.


Então, vem a fase do Contramestre, um líder nato, um formador de professores, alguém que já respira a capoeira em cada poro e ajuda a perpetuar a filosofia do grupo. E, finalmente, a maior honra, a maior responsabilidade: o título de Mestre. O Mestre não é apenas um detentor de técnica, mas um guardião da cultura, um filósofo, um pai, um guia, um espelho de uma vida dedicada à capoeira e aos seus valores.


Evolução na Capoeira, Evolução na Vida


Essa progressão na hierarquia da capoeira não é apenas sobre faixas ou títulos. É uma metáfora poderosa para a evolução que acontece em cada um de nós:


Na Sociedade: O capoeirista aprende a lidar com diferentes personalidades na roda, a respeitar hierarquias, a trabalhar em equipe, a liderar. Essas habilidades são transferidas para o trabalho, para a comunidade, tornando-o um cidadão mais engajado e consciente. A capacidade de "ler" o jogo se transforma na capacidade de "ler" as situações da vida, buscando a melhor ginga para cada desafio.

Na Família: A paciência, a escuta, a empatia e o respeito, pilares da capoeira, fortalecem os laços familiares. O Mestre, o Professor, o Contramestre, aplicam esses ensinamentos na criação dos filhos, no relacionamento com o cônjuge, na construção de um ambiente harmonioso e de apoio. A disciplina e o foco aprendidos no treino viram exemplos para os filhos.


Nosso Compromisso: Ajudar Nessa Evolução


E é aqui que eu, Mestre Celio D'Lua, e o nosso Grupo Cabapuã Capoeira, entramos nessa jornada. Nosso propósito vai além de ensinar movimentos. Nosso compromisso é:


Ser um guia e um mentor: Minha experiência e os ensinamentos que recebi de Mestres como o saudoso Mestre Ventania me capacitam a não apenas ensinar a ginga, mas a guiar cada um de vocês nessa evolução pessoal. Quero ajudar a despertar o potencial de liderança, a confiança e a sabedoria que existe em cada capoeirista.

Oferecer um ambiente de apoio e crescimento: O Grupo Cabapuã Capoeira é mais do que um grupo de treinos; somos uma família. Aqui, você encontrará um espaço seguro para errar, aprender, crescer, fazer amigos e se sentir parte de algo maior. Nossos treinos, rodas e eventos são desenhados para que cada um se sinta acolhido e desafiado a ir além de seus limites.

Formar cidadãos completos: Acreditamos que a capoeira é uma ferramenta poderosa para a formação de caráter. Queremos que cada membro do Cabapuã Capoeira se torne uma pessoa íntegra, respeitosa, disciplinada e consciente de seu papel na sociedade, capaz de influenciar positivamente seu entorno.


Se você busca mais do que apenas aprender uma arte marcial, se você busca uma jornada de transformação pessoal, de amadurecimento e de impacto positivo em sua vida e na vida de quem te cerca, o Grupo Cabapuã Capoeira é o seu lugar. Venha gingar com a gente e descobrir o guerreiro e o ser humano que você pode se tornar!


Axé!



Com a bênção dos orixás e a força da capoeira,

Roscelio Pereira Silva - Mestre Celio D'Lua




A Sabedoria da Percepção: Honrando o Legado do Mestre Ventania



Salve, Salve, família Cabapuã Capoeira!

Hoje, o sentimento é de profunda reverência e gratidão. Quero compartilhar com vocês uma reflexão que, para mim, se conecta diretamente com a essência da capoeira e, em particular, com o legado de um grande homem que marcou a minha vida e a história da nossa arte: o meu falecido Mestre Valentim Antunes, o **Mestre Ventania de Guarulhos**.

Recentemente, produzi um vídeo (que você pode assistir (https://youtu.be/pdSo0BPj54g)) sobre a importância da nossa percepção, sobre como olhamos o mundo e construímos a nossa realidade. Ao rever esse material, não pude deixar de pensar em Mestre Ventania. Ele, com sua sabedoria e vivência, encarnava essa capacidade de **perceber além do óbvio**, de "ler" a roda e a vida com uma profundidade única.[aqui]

**Mestre Ventania: A Percepção em Movimento**

Na capoeira, a percepção não é apenas um conceito; é uma ferramenta de jogo, uma forma de malícia, uma questão de sobrevivência e de arte. E Mestre Ventania dominava isso. Ele nos ensinou que:

* **O olhar atento:** Não era só ver o que o companheiro ia fazer, mas entender a intenção, a energia que o precedia.
* **A escuta aguçada:** Não era só ouvir o berimbau, mas sentir a alma da música, o chamado da ancestralidade em cada toque.
* **O silêncio interior:** Ele nos mostrava como acalmar a mente para que a resposta certa, o movimento preciso, a ginga perfeita, viessem do lugar mais profundo do nosso ser, sem pressa, sem ego.

O vídeo que compartilho hoje nos convida a aprofundar nossa maneira de ver o mundo. E ao fazer isso, é impossível não pensar em como mestres como Ventania nos guiaram nesse caminho. Eles nos ensinam que a verdadeira realidade da capoeira não está apenas nos golpes e acrobacias, mas na conexão sutil entre os corpos, na energia trocada, na história contada em cada movimento.

A sabedoria do Mestre Ventania, sua capacidade de ver e sentir a capoeira e a vida, é um lembrete constante de que devemos buscar essa percepção aguçada. Que possamos honrar seu legado, levando para cada roda e para cada momento da vida a lição de que o mais importante muitas vezes está no que se sente, no que se percebe, e não apenas no que se vê.

Assitam ao vídeo, reflitam sobre a percepção e, na próxima vez que estiverem na roda ou em qualquer momento da vida, lembrem-se da presença e da sabedoria do Mestre Ventania. Que sua energia continue nos inspirando.

Axé, Mestre Ventania! Seu legado vive em cada um de nós.

Com a bênção dos orixás e a força da capoeira,
**Roscelio Pereira Silva - Mestre Celio D'Lua**





 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Benefícios da Capoeira para Corpo e Mente: saúde, disciplina e autoestima

 Janeiro chegou, e com ele a vontade de começar o ano com mais energia, saúde e equilíbrio. A Capoeira é uma prática completa que une movimento, música, cultura e comunidade — e seus benefícios vão muito além do físico.

Saúde física

A Capoeira trabalha força, flexibilidade, coordenação motora e resistência. Cada movimento — da ginga ao martelo — ativa o corpo inteiro, promovendo condicionamento cardiovascular e muscular.

Saúde mental

A prática regular ajuda a aliviar o estresse, melhorar o foco e desenvolver a autoconfiança. O ritmo da roda, as cantigas e o jogo criam um ambiente de expressão e conexão.

Disciplina e autoestima

A Capoeira ensina respeito, paciência e persistência. Ao superar desafios técnicos e emocionais, o aluno fortalece sua autoestima e aprende a lidar com limites e conquistas.

Comunidade e pertencimento

Mais que uma aula, a Capoeira é um encontro. A roda é espaço de troca, acolhimento e construção coletiva. Aqui, cada corpo é bem-vindo, cada história é valorizada.

📲 Para mais informações, fale direto com a gente pelo WhatsApp 11 96596 2262 !

👉 Qual benefício da Capoeira mais te atrai neste começo de ano?










Capoeira Angola e Regional: diferenças, origens e importância cultural

 A história da Capoeira é a própria história da resistência e da criatividade do povo brasileiro. Surgida entre os séculos XVII e XVIII, nos quilombos e nas ruas da Bahia, ela foi muito mais que uma luta: foi disfarce, dança, música e sobretudo uma forma de sobrevivência cultural diante da opressão.

🌿 Capoeira Angola – raízes e tradição

A Capoeira Angola é considerada a forma mais antiga da arte. Embora o termo “Angola” só tenha se popularizado no século XX, sua prática remonta às rodas dos escravizados africanos.

  • Ícones: Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha, 1889–1981) é o grande nome da Angola. Em 1941, fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola, em Salvador, e foi responsável por legitimar a prática como patrimônio cultural, tirando-a da marginalidade.
  • Características: jogo cadenciado, movimentos rasteiros, malícia e improviso. O berimbau dita o ritmo lento, e a filosofia valoriza a ancestralidade e a espiritualidade.

A Angola é memória viva da resistência, preservando a ligação direta com a cultura africana e com os quilombos de Zumbi dos Palmares.

⚡ Capoeira Regional – inovação e disciplina

Nos anos 1930, Mestre Bimba (Manoel dos Reis Machado, 1899–1974) percebeu que a Capoeira precisava se renovar para ganhar respeito social. Em 1932, fundou a primeira academia de Capoeira Regional em Salvador.

  • Ícones: Mestre Bimba é o criador da Regional, que ficou conhecida como “Luta Regional Baiana”.
  • Características: movimentos mais rápidos e acrobáticos, sequências sistematizadas de ensino, maior disciplina e foco no aspecto marcial.

A Regional abriu portas para que a Capoeira fosse reconhecida como esporte e prática educativa, conquistando espaço em universidades e eventos oficiais.

🎯 Importância de cada estilo

  • Angola: mantém viva a tradição, a filosofia e a espiritualidade da Capoeira. É patrimônio cultural e símbolo de resistência.
  • Regional: trouxe modernização, disciplina e reconhecimento institucional, permitindo que a Capoeira fosse vista como arte marcial e prática pedagógica.

Juntas, Angola e Regional mostram que a Capoeira é múltipla: tradição e inovação, raiz e expansão, cultura e esporte. Essa dualidade é o que a torna tão rica e universal.



quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Nosso 10° evento de batizado e graduação

🎉 **10º Batizado e Troca de Cordas do Grupo Cabapuã Capoeira - 19 de outubro de 2024!** 🎉

Prepare-se para um evento emocionante e cheio de energia! Venha participar do nosso décimo batizado e troca de cordas, onde celebraremos a evolução e dedicação dos capoeiristas.

📅 **Data:** 19 de outubro de 2024
📍 **Local:** Rua Mário de Jesus Rodrigues, 38, Jardim Maia, Guarulhos
⌚ As 16:00
👤 **Responsável:** Mestre Célio D'Lua

Além do batizado e troca de cordas, teremos uma cerimônia especial de formatura de professor e outras graduações. Um momento imperdível para todos os apaixonados pela capoeira.

🪘 **Axé e vamos jogar juntos!** 🪘


quarta-feira, 18 de março de 2020

Sobre o Covid 19...

Infelizmente por motivos de força maior ( para evitar a proliferação do vírus ) tivemos que suspender nossas atividades... 😢😢😢😢😢😢😢😢😢

segunda-feira, 2 de março de 2020

Estejam todos convidados ao nosso 5° Evento

Faremos no dia 21/06/2020 às 11:00 da manhã nosso 5° Evento de Batismo e Troca de Cordas. Teremos conosco a presença de grandes Mestres de Capoeira, faremos também uma homenagem póstuma ao Mestre Ventania, que foi tutor do Contramestre Célio D'Lua e ajudou a formar o Grupo Cabapuã Capoeira . Serão todos bem vindos ao nosso evento!


Contamos com  o apoio da Uracan Sportwear, que são grandes parceiros e amigos...



sábado, 23 de novembro de 2019

Nosso 4° evento de graduação

Este é o nosso evento de número 4, onde iremos graduar 3 adultos e 5 crianças 😀 . É um convite aberto a todos . A entrada é gratuita e será um prazer tê-los conosco! Axé!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

História da Rainha Ginga


Dona Ana de Sousa ou Ngola Ana Nzinga Mbande ou Rainha Ginga (c. 1583 — Matamba, 17 de dezembro de 1663) foi uma rainha (“Ngola“) dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII. O seu título real na língua quimbundo – “Ngola” -, foi o nome utilizado pelos portugueses para denominar aquela região (Angola).

Nzinga viveu durante um período em que o tráfico de escravos africanos e a consolidação do poder dos portugueses na região estavam a crescer rapidamente. Era filha de Nzinga a Mbande Ngola Kiluanje e de Guenguela Cakombe, e irmã do NgolaNgoli Bbondi (o régulo de Matamba), que tendo se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos. O seu nome surge nos registos históricos três anos mais tarde, como uma enviada de seu irmão, numa conferência de paz com o governador português de Luanda. Após de anos de incursões portuguesas para capturar escravos, e entre batalhas intermitentes, Nzinga negociou um tratado de termos iguais, converteu-se ao cristianismo para fortalecer o tratado e adoptou o nome português de Dona Ana de Sousa.
No ano subsequente, entretanto, reiniciaram-se as hostilidades. As fontes divergem quanto ao motivo:
  • Ngoli Bbondi teria se revoltado novamente, fazendo grandes ofensas aos portugueses e derrotando as tropas do governador português João Correia de Sousa em 1621. Dona Ana, entretanto, teria permanecido fiel aos portugueses, a quem teria auxiliado por vingança ao assassinato, pelo irmão, de um filho seu. Tendo envenenado o irmão, sucedeu-lhe no poder.
ou
  • tendo os termos do tratado sido rompidos por Portugal, Dona Ana pediu a seu irmão para interceder e lutar contra a invasão portuguesa. Diante da recusa de seu irmão, Nzinga, pessoalmente, formou uma aliança com o povo Jaga, desposando o seu chefe, e subsequentemente conquistando o reino de Matamba. Ganhou notoriedade durante a guerra por liderar pessoalmente as suas tropas e por ter proibido as suas tropas de a tratarem como “Rainha”, preferindo que se dirigissem a ela como “Rei”. Em 1635 encontrava-se disponível para formar uma coligação com os reinos do Congo, Kassanje, Dembos e Kissama.
Como soberana, rompeu os compromissos com Portugal, abandonando a religião católica e praticando uma série de violências não só contra os portugueses, mas também contra as populações tributárias de Portugal na região. O governador de Angola, Fernão de Sousa, moveu-lhe guerra exemplar, derrotando-a em batalha em que lhe matou muita gente e aprisionando-lhe duas irmãs, Cambe e Funge. Estas foram trazidas para Luanda e batizadas, respectivamente com os nomes de Bárbara e Engrácia, tendo retornado, em 1623, para Matamba.
A rainha manteve-se em paz por quase duas décadas até que, diante do plano de conquista de Angola por forças da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, percebeu uma nova oportunidade de resistir. Traída eventualmente pelos Jaga, formou uma aliança com os holandeses que à época ocupavam boa parte da Região Nordeste do Brasil. Com o auxílio das forças de Nzinga, os holandeses conseguiram ocupar Luanda, de 1641 a 1648.
Em Janeiro de 1647, Gaspar Borges de Madureira derrotou as forças de Nzinga, aprisionando sua irmã, D. Bárbara. Com a reconquista definitiva de Angola pelas forças portuguesas de Salvador Correia de Sá e Benevides, retirou-se para Matamba, onde continuou a resistir.
Em 1657, um grupo de missionários capuchinhos italianos convenceram-na a retornar à fé católica, e então, o governador de Angola, Luís Martins de Sousa Chichorro, restitui-lhe a irmã, que ainda era mantida cativa.
Em 1659, Dona Ana assinou um novo tratado de paz com Portugal. Ajudou a reinserir antigos escravos e formou uma economia que ao contrário de outras no continente, não dependia do tráfico de escravos. Dona Ana faleceu de forma pacífica aos oitenta anos de idade, como uma figura admirada e respeitada por Portugal.
Após a sua morte, 7000 mil soldados da Rainha Ginga, foram levados para o Brasil e vendidos como escravos. Os portugueses passaram a controlar a área em 1671. Em certas áreas, Portugal não obteve controle total até o século XX, principalmente devido ao seu tipo de colonização, centrado no litoral.
No Brasil, o nome da Rainha Ginga é referido em vários folguedos da Festa de Reis dos negros do Rosário, onde reis-de-congo católicos lutam contra reis que não aceitam o cristianismo.
Dona Ana de Sousa possuía muitas variações do seu nome que, em alguns casos, eram completamente distintos. Entre eles (mas não apenas, registam-se: Rainha NzingaNzinga IRainha Nzinga MdongoNzinga MbandiNzinga MbandeJingaSingaZhingaGingaAna NzingaNgola NzingaNzinga de MatambaRainha Nzingha de NdongoAnn NzinghaNxinghaMbande Ana Nzingha e Ann Nzingha.
Livro conta história da rainha Ginga, heroína angolana
por PEDRO ROSA MENDES, Paris 26 Julho 2010
 Obra conta como Ginga reinou 40 anos e resistiu durante 30 aos portugueses.
A rainha Ginga (1582-1663) é apresentada como “uma protonacionalista angolana, na luta contra o poder colonial português, e uma heroína de todo o continente” numa nova obra… de referência publicada em França sobre “a mulher mais famosa de África”.
Ana de Sousa N’Jinga M’Bandi, a célebre rainha Ginga, “é uma das figuras mais fascinantes da história africana”, resumiu o historiador e editor francês Michel Chandeigne, entrevistado pela Lusa em Paris.
Michel Chandeigne, fundador da Livraria Portuguesa em Paris e especialista da história da expansão portuguesa, acaba de publicar N’Jinga, Rainha de Angola, numa edição de referência do relato do padre Antonio Cavazzi de Monteccuccolo (1621-1678).
O volume, de 416 páginas, é a história da conversão de “uma rainha terrível” ao catolicismo, considerada durante muito tempo como a força anticristã mais terrível da África Central, explicou Michel Chandeigne à Lusa. Ginga reinou durante 40 anos e resistiu quase 30 aos portugueses, com as suas tropas de Jagas, “uma seita cruel”.
O relato de Cavazzi, um missionário que desprezava os africanos mas que paradoxalmente estudou em detalhe os seus cultos, é também o resultado do fascínio que a heroína angolana exercia sobre os seus contemporâneos. O fascínio foi partilhado pelo missionário que devia salvá-la para o Deus cristão e que foi seu confessor. Cavazzi oficiou ele mesmo as exéquias da “Rainha dos Jagas”.
“Ginga era uma mulher inteligente. Todos, mesmo os seus inimigos da época, têm um discurso unânime sobre isso. Tinha uma liberdade sexual total. Dormia com escravos que estavam à sua disposição sob ameaça de morte se tivessem encontros com qualquer outra mulher”, recorda Chandeigne.
“Ginga tende a ficar na história africana como a grande heroína do continente. Morreu muito velha. Era uma mulher com uma força de homem, digamos, que comandou as suas tropas no campo de batalha durante muitos anos. É uma figura proto nacionalista de resistência aos portugueses e à opressão”, acrescenta também o historiador francês.
“Ao contrário do que se passou no Congo, onde a Igreja local estava nas mãos da elite do país e onde a população abraçou por sua vontade o cristianismo, em Angola a adesão à nova fé foi reticente e forçada”, escrevem no prefácio ao livro Linda Heywood e John K. Thornton, dois dos maiores especialistas do período abrangido pela vida de Ginga.
O testemunho de Cavazzi “é excepcional porque o homem era muito atento às práticas culturais, aos cultos dos africanos, aos vestidos, à vida quotidiana. É um testemunho ímpar na história das missões e temos também desenhos com descrição de sacrifícios, práticas de justiça, penas de morte”, iconografia que corresponde aos relatos de grande crueldade que atravessam a obra.
A edição da Chandeigne sobre a rainha Ginga, resultado de dez anos de trabalho, corresponde à primeira versão da Histórica descrizione de tre regni Congo, Matamba ed Angola, manuscrito descoberto em Modena (Itália) nos arquivos da família Araldi, em 1969. É deste manuscrito “perdido” que Chandeigne reproduz as aguarelas com cenas da vida na Matamba seiscentista.
“Era uma mulher de poder, uma mulher livre, uma grande heroína africana”, resume Michel Chandeigne. “Espero que com este livro o fenómeno ultrapasse as fronteiras do mundo lusófono.”



Animação crua da parte mais básica da ginga
A Ginga é a movimentação básica da capoeira. É o conjunto de movimentos que dão à capoeira a falsa aparência de uma dança.

Os objetivos da ginga é não oferecer ao oponente um alvo fixo, esconder a malandragem do capoeirista e enganar o adversário, geralmente induzindo-o a um ataque e dando ao capoeirista a possibilidade de contra-atacar com eficiência. O termo mandingueiro é popularmente utilizado como definição de um capoeirista que utiliza a ginga de uma forma eficiente, induzindo o adversário a cair em uma armadilha. A boa aplicação da ginga torna o capoeirista imprevisível e difícil de ser golpeado, seja durante o jogo da capoeira ou em um combate.










O termo usado acima Mandinga, vem de "Mandingueiro" que é popularmente utilizado como definição de um bom capoeirista, ou que sabe utilizar bem a ginga de maneira eficaz, induzindo o adversário a cair em uma armadilha.

A boa aplicação da ginga torna o capoeirista imprevisível e difícil de ser desequilibrado, golpeado, ou jogado ao chão, seja durante o jogo da capoeira ou em um combate de lutas.

A palavra Ginga no dicionário se apresenta da seguinte forma;
ginga I s.f
3ª pess. sing. pres. ind. de gingar
2ª pess. sing. imp. de gingar

gin-ga
(derivação regressiva de gingar)
substantivo feminino
1. Espécie de remo que, apoiado num encaixe sobre a popa, faz andar a embarcação.
2. Movimento do corpo de um lado para o outro. = MENEIO
3. [Brasil] Caneco, munido de longo cabo, que serve para baldear o caldo de uma tacha para outra nos engenhos de. bangué.
4. [Moçambique] Bicicleta. Confrontar: ginja.
Palavras relacionadas: gingação, gingar, gingador, ginguista, gingante, jamegão, ginja.

gin-gar - Conjugar
(origem obscura)
verbo intransitivo
1. Bambolear-se ao andar.
2. [Náutica] Navegar ou remar com ginga.
3. [Regionalismo] Troçar, chalacear.
4. [Portugal: Fundão] Recusar-se com modos desdenhosos, a satisfazer um pedido.
5. [Moçambique] Dar nas vistas. = ostentar, pavonear.

A Origem da palavra Ginga


Mas há outra vertente segundo alguns historiadores a palavra "GINGA" tem origem na rainha guerreira Nzinga Mbandi Ngola (1581-1663).

Conhecida como "Rainha Ginga", soberana de Matamba e Angola, essa mulher foi uma das maiores guerreiras e líder da história mundial. 

Com agilidade política bem como poder bélico, ela comandou uma resistência contra os portugueses pela liberdade, lutando durante 40 anos à ocupação colonial e ao comercio de escravos no seu reino. Contemporânea a Zumbi sua resistência influenciou as guerras dos quilombos no Brasil. 

A Rainha Ginga morreu aos 82 anos, sem nunca ter sido subjugada aos portugueses. Tida como a Rainha orgulhosa e selvagem, possuía cinquenta ou sessenta jovens rapazes a quem ela dava nomes e roupas de mulher, enquanto ela no exército usava de fato nome de homem, para comandar com maior autoridade.

Ciumenta, e para pôr a prova a fidelidade que ela tinha por estes jovens, chamava-os então de concubinos, deixando-os conviver com outras mulheres, mandando, no entanto só ficava a espiar todo comportamento dos seus. 

domingo, 6 de janeiro de 2019

ALGUNS GOLPES DA CAPOEIRA

Os golpes de capoeira podem ser divididos em golpes de linha e golpes rodados, entretanto também podem ser divididos em golpes traumatizantes e desequilibrantes. Lembrando que os nomes dos golpes podem se alterar de região para região. Um mesmo golpe pode ter outro nome em outro lugar, ou um mesmo nome pode significar um golpe em um lugar e outro golpe diferente em outro lugar/região.

Golpes traumatizantes


Os golpes traumatizantes são golpes ofensivos, golpes que podem causar danos ao adversário. Apesar de a maioria das vezes, em rodas ou treinamento o dano não é desejado, então o golpe fica apenas para incentivar a esquiva do adversário.


  • Armada ou meia-lua de costas: a armada aplica-se estando em pé. Através de um movimento de rotação, um pé fica firme ao chão enquanto o outro sobe varrendo a horizontal atingindo o adversário com a parte externa do pé.
  • Arpão: golpe no qual derruba o adversário como uma arpa.
  • Asfixiante: O Asfixiante é um soco de Capoeira, como o nome sugere, o golpe é feito contra o nariz, boca e/ou garganta do oponente. Pode ser feito com a mão na vertical e na horizontal. Assemelha-se ao Direto do Boxe, pois é feito com o braço correspondente à perna que está atrás na ginga.
  • Godeme: Este golpe é aplicado com as costas da mão fechada, o Godeme pode ser feito também com um giro corporal.
  • Chapa ou chapa de chão: aplicado com uma das pernas, estando em posição de rolê (com as duas mãos e pés ao chão, com o corpo virado para o chão e as costas para cima).
  • Chibata: estando na posição de início ou término do , o aplicante bate com o pé que está no alto, batendo com o peito do pé e girando para voltar à base de ginga.
  • Corta Eucalipto ou Tesoura : golpe caracterizado pela neo capoeira como o mais potente. Aproxima-se do oponente, vira-se tronco e braços e salta. Quando está no ar, contrai-se as pernas como uma tesoura a ser usada na perna ou na cabeça do adversário.
  • Cotovelada ou Cutilada: À cotovelada é golpe que pode ser usado para provocar dor ou apenas cortar o adversário. Na capoeira existem as cotoveladas: laterais, ascendentes, descendentes, frontais, diagonais e giratórias. Os alvos mais comuns são as têmporas, testa e nariz, clavículas, nuca e abdômen.
  • Escorão, pisão, chapa, ou chapa de frente: aplica-se em pé distendendo a perna de trás em movimento de coice acertando o adversário com a planta do pé. Este golpe pode visar empurrar (derrubando) o adversário e traumatizá-lo.
  • Esporão, chapa rodada ou chapa de costas: aplica-se o escorão, porém a perna de trás passa por trás do aplicante em um movimento de giro semelhante à armada.
  • Forquilha: É um golpe aonde o capoeira, usa os dedos para machucar os olhos do oponente. Também, o capoeira pode segurar a cabeça do antagonista e lhe pressionar os olhos com os dedões.
  • Escala de mão: Golpe de mão aberta, a Escala é feita com a parte inferior da palma da mão. Pode-se usar de forma traumática e defensiva. Na forma traumática se bate na face do adversário, na forma defensiva se usa para desviar socos e/ou pará-los.
  • Galopante: aplica-se uma mão em forma de concha contra o ouvido do adversário.
  • Gancho: estando em pé, a perna de trás sobe junto com um giro do tronco invertendo o lado do golpe fazendo com que o chute seja dado com o calcanhar ou a planta do pé no rosto do adversário
  • Martelo: estando em pé, a perna de trás sobe lateralmente, flexionada depois estende-se para atingir o adversário. Também pode ser aplicado com uma mão apoiando-se no chão, onde a mão que vai ao chão é a oposta à perna que aplica o golpe.
  • Meia-lua de compasso: também conhecida por rabo-de-arraia, sendo a meia-lua de compasso uma variação do golpe rabo-de-arraia que vem da capoeira de Angola. Ficando de lado, agacha-se sobre a perna da frente, estendendo a perna de trás. Faz-se um movimento de rotação varrendo a horizontal com a perna de trás esticada, apoiando-se na perna da frente, terminando em posição de ginga. O corpo do aplicante fica rente à perna da frente sobre a qual ele está agachado. O aplicante pode colocar as duas mãos ao chão para aumentar a sua segurança, ou apenas uma ou nenhuma mão.
  • Meia-lua de frente: estando com as pernas lado a lado, lança-se uma das mesmas estica varrendo a horizontal em um movimento de rotação de fora para dentro, fazendo a trajetória de uma meia-lua. Acerta-se o adversário com a parte interna do pé.
  • Ponteira: golpe que atinge o adversário com a perna de trás utilizando a parte debaixo dos dedos, na planta do pé, semelhante ao bicão/bicuda do futebol. Normalmente, mira-se a região abdominal do adversário.
  • Queixada ou queixada de costas: aplica-se em pé, estando em base de uma perna e estendendo a outra contra o oponente em forma de giro, de dentro para fora. A parte que atinge o adversário é a parte lateral externa do pé.
  • Rabo-de-arraia: golpe semelhante à meia-lua de compasso, porém no estilo da capoeira de Angola. Tecnicamente são o mesmo golpe, sendo um, uma variação do outro.
  • Voo do morcego ou voadora: dá um salto e estende-se uma ou as duas pernas visando atingir o adversário. Este golpe também é popularmente conhecido como "voadora".
  • Corta Grama: é aplicado com uma rasteira em posição de negativa mas fazendo um giro completo caindo na posição de rolê.

Golpes desequilibrantes



  • Fechado: e também conhecido como escala de pé e mãos. Os golpes e feitos com criatividades e gingas dos homens e mulheres. O aplicante coloca suas duas pernas entre as pernas do adversário e abre-as e puxa-as forçando a abertura excessiva das pernas do adversário desequilibrando-o.
  • BANDA DE LETRA: estando em posição de negativa, coloca-se a perna estendida atrás de uma das pernas do adversário e aplica-se um puxão, visando derrubá-lo.
  • RASTEIRA de frente: estando em pé, aplica-se uma rasteira com a perna semi-flexionada. Também conhecida popularmente como "pé-de-rodo".
  • Banda de costas: também conhecida como banda trançada. Estando em pé, coloca-se uma das pernas atrás de uma das pernas do adversário, então puxa a perna podendo empurrar o adversário para frente com o corpo ou braço.
  • Bênção: estando em base de ginga, atinge-se o adversário com a perna de trás, usando a planta dos pés. Assim, o aplicante empurra o adversário.
  • Boca de calça: puxam-se as duas pernas do adversário com as mãos, podendo ajudar com uma cabeçada.
  • Cabeçada: ato de empurrar o adversário com a cabeça. Também pode ser usado como golpe traumatizante, acertando com força o abdômen ou outra parte do corpo do adversário.
  • Crucifixo: ao receber um golpe de perna alta, o aplicante aproxima-se do adversário, colocando a perna do adversário sobre seu ombro. Assim, o aplicante levanta ainda mais a perna do adversário desequilibrando-o. Normalmente aplicado contra golpes giratórios altos como a armada ou contra o martelo.
  • Anzol: puxa a perna do adversário, por trás, usando a própria perna em forma de gancho. O aplicante pode estar em pé, ou apoiado em uma das mãos.
  • Rasteira de Pé: puxa-se a perna de apoio do adversário quando este está aplicando um golpe (normalmente, golpe de giro alto) usando as mãos. Golpe utilizado em raríssimas oportunidades.
  • Rasteira: passa a perna rente ao chão em um movimento circular ou semicircular puxando a perna do adversário desequilibrando-o. Pode ser aplicada estando em pé ou abaixado.
  • Aparador: envolve o adversário com as pernas e depois gira o corpo para desequilibrá-lo. A mesma pode ser aplicada no chão por trás ou pela frente. Também pode ser aplicada no alto, salta-se antes de aplicar a mesma, que também pode ser pela frente ou por trás.
  • Tombo da Subida: golpe que visa derrubar o adversário quando ele aplica um golpe com salto ou faz acrobacias. Pode ser através de um escorão, puxão no pé, entre outros.
  • Vingativa: aproxima-se rapidamente do adversário (normalmente logo após um golpe), coloca-se lado a lado com ele e com uma das pernas atrás servindo de apoio e aplica-se um empurrão com o cotovelo, costas, ou cabeça para trás. A perna que fica por trás do adversário é a que estiver lado a lado com a perna do oponente. Também de o rabo de raia e muito interessante voce vira um mortal invertido puxando as pernas es as mãos fica no chão.